O modelo cognitivo
- Thaís Artagnan

- 20 de out. de 2019
- 2 min de leitura
Atualizado: 7 de nov. de 2019
O modelo cognitivo é a base de todo o processo terapêutico em abordagem Terapia Cognitivo Comportamental, esta abordagem tem raiz em antigos conhecimentos filosóficos baseados na razão (LEAHY, 2006), mas a relação entre estes conhecimentos é assunto para futuros posts. De toda forma, este modelo “reflete a revolução cognitiva ocorrida no campo da psicologia na década de 1970” (LEAHY apud LEAHY, 2006, p16).
O modelo cognitivo parte do princípio de que todas as situações carregadas de emoções desagradáveis costumam ser desencadeadas pelo modo distorcido de se perceber os eventos (LEAHY, 2006). Mas o modelo cognitivo não se limita às chamadas situações desagradáveis, e sim a qualquer tipo de situação, pois o princípio deste trata-se de que qualquer reação emocional, comportamental e, por vezes, até fisiológica é originada do estilo do sujeito em encarar as situações por ele vividas.
Entendido isto, a função do psicólogo é dar auxílio para que o paciente possa reconhecer seu modo de perceber os eventos, dessa forma, (quando pensamento disfuncional) possibilitando a mudança (LEAHY, 2006). Se entende que o pensamento distorcido baseia-se em suposições que não estão de acordo com os fatos, ou seja, são suposições invalidadas empiricamente, desta forma cabe ao psicólogo auxiliar que o paciente consiga colocar suas suposições sob testes, para dessa forma construir pressupostos válidos empiricamente (LEAHY, 2006). Em outras palavras isto significa auxiliar o paciente para que o mesmo consiga repensar suas percepções para que as mesmas deixem de serem distorcidas, e consequentemente, que combinem com a sua realidade.
Neste processo de reconsideração das percepções acontece a análise dos significados, ou a falta deles, que rodeiam o pensamento e a coleta de evidências que afirmam ou contradizem o pensamento (LEAHY, 2006). Neste processo é comum que se chegue na conclusão de que o pensamento distorcido do paciente inicialmente é encarado pelo mesmo como uma verdade absoluta, enquanto na realidade é quase impossível ter certeza de algo, especialmente quando se trata de pessoas e situações que envolvem pessoas, por isso o método aplicado para análise de pensamentos leva à conclusão que o que o paciente pode ter são probabilidades (LEAHY, 2006).
É importante ressaltar que o psicólogo deve sempre focar no auxílio para que o paciente consiga perceber melhor a realidade que o envolve, então mesmo que o paciente tenha dificuldades em lidar com a incerteza, por exemplo, não cabe ao psicólogo tentar amenizar este sofrimento utilizando-se de expressões superficiais sem base empírica como “vai ficar tudo bem”, pois “a terapia cognitiva não é um processo de estimular as defesas ou favorecer o “poder do pensamento positivo”. Ao contrário, ela demonstra o poder do pensamento realista - isto é, na extensão em que se pode conhecer a realidade” (LEAHY, 2006, p17).
LEAHY, R. L. Técnicas de terapia cognitiva: manual do terapeuta. Porto Alegre: Artmed, 2006.



Muito obrigada, Rubissário! Fico muito feliz!! ;D
Melhor psicóloga do Brasil,aí eu confio de olhos fechados,Beijo no coração Thaís 😘❤,sou muito seu fã!!!