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Estoicismo

  • Foto do escritor: Thaís Artagnan
    Thaís Artagnan
  • 26 de nov. de 2019
  • 3 min de leitura

O estoicismo é uma escola filosófica criada por Zenão (ou Zênon) de Cício (336 a.C. - 264 a. C.), filósofo este que prosperou por volta de cem anos após a morte de Sócrates (PORTO, 2018). A princípio os estoicos eram chamados de zenonianos, segundo Brito (2012) esta nomenclatura é em referência ao nome de Zenão que predominava nestes diálogos, apenas posteriormente começaram a serem chamados de estoicos devido ao local no qual as reuniões aconteciam, pois neste local havia a pintura de um pórtico, que em grego é stoá (PORTO, 2018).


Segundo Porto (2018) para os estoicos a filosofia deve ir além das palavras, pois deve ser praticada, por esse motivo os estoicos apenas defendem cláusulas filosóficas possíveis de serem exercidas no dia a dia. "Um dos seus objetivos é o alcance da ataraxia, como diriam os gregos antigos, ou da “tranquilidade da alma”, como diria mais tarde Sêneca" (PORTO, p. 2018)


A filosofia estoica é dividida pelos estoicos em três partes: física, ética e lógica (DL, VII, 39), sendo em ordem cronológica conhecidas como estoicismo antigo (ou estoicismo primeiro), estoicismo médio e estoicismo romano (PORTO, 2018). Porém, segundo Porto (p.14, 2018), também há quem divide o estoicismo em cinco fases: "1. a primeira geração; 2. a era dos primeiros escolarcas atenienses; 3. a fase platonizante (o estoicismo ‘médio’). A descentralização do século I antes de Cristo; 5. a fase imperial" baseando-se que cada uma das cinco partes corresponde a uma compreensão diferente do que é ser estoico. Mas também há uma divisão em seis partes dita por Cleantes em que o mesmo as divide como: dialética, retórica, ética, política, física e teologia (DL, VII, 41).


Baseando-se que a divisão em três partes foi a primeira a ser discorrida (no livro Sobre a Lógica, de Zenão) os filósofos de cada fase são:

- Primeira fase: Zenão, Cleantes e Crisípo

- Segunda fase: Panécio e Possidônio

- Terceira fase: Sêneca, Musônio Rufo, Epictêto e Marco Aurélio (PORTO, 2018).


Todas as três partes do estoicismo são indivisíveis, sendo as mesmas dependendo-se umas das outras mutuamente, devido a isso os estoicos fazem uso de metáforas que representam o estoicismo e suas três partes:


Um ser vivo, onde os ossos e os nervos correspondem à lógica, as partes carnosas à ética e a alma à física. Ou então comparam-na a um ovo: a casca a lógica, a parte seguinte (a clara) à ética, e a parte central (a gema) à física. Ou a comparam ainda a um campo fértil: a cerca externa é a lógica, os frutos são a ética, e o solo ou as árvores são a física. Ou comparam-na a uma cidade bem amuralhada e racionalmente administrada (DL, VII, 40)

Este modelo de hierarquia entre as três partes da escola (lógica em primeiro, física em segundo e ética por último) é percebido por Zenão e Crísipo, porém nem todos os estóicos compartilham desta mesma ideia de hierarquização entre as partes (PORTO, 2018).


Esta é uma breve introdução sobre o estoicismo, posteriormente escreverei sobre como esta escola filosófica relaciona com a psicologia, mais especificamente com a Terapia Cognitivo Comportamental.



BRITO, R. P. de, O Estoicismo e suas Máximas: Epicteto. 2012. Disponível em: <https://estudoshumeanos.com/2012/11/07/o-estoicismo-e-suas-maximas-epicteto-numero-78/>. Acessado em 23 de novembro de 2019.


DIÓGENES LAÊRTIOS. Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres. Trad. Mário da Gama Kury. Brasília: Editora UNB, 2008. Disponível em: <https://www.academia.edu/34158141/Vida_e_doutrinas_dos_fil%C3%B3sofos_ilustres_-_Diogenes_La%C3%AArtios.pdf>. Acessado em 23 de novembro de 2019.


PORTO, M. V. C. O estoicismo de Sêneca e suas considerações sobre deus e morte. RJ, 2018.

 
 
 

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